14 de fev de 2009

Convite


Pode entrar
Que a porta esta entreaberta
O vento a sopra todo momento, embalando
Nossa solidão...
Que as flores estão floridas e per fumantes
E há entre esse silencio um acorde em cada amanhecer...
Pode entrar
Como entra o ar puro da montanha
Chegando na hora justa
De espantar a solidão
Pode entrar
Que a porta esta sempre entreaberta
Na posse galante de esperar
Vem provar-me
Que a solidão venceu o tempo de espera
Vem entrando como primavera
Não importando qual seja a estação
Pode chegar
Que sua boca é meu prelúdio da água benzida
É teu cio e carne que me faz
Ser capaz de nunca deixar-me afogar
Pode chegar
Que expulsei a dor e a saudade
Arrastei a maldade porta afora
Enfeitei os todos os cômodos de flores
E plantei o desejo e o perdão
Vem-me mostrar
O caminho pro céu
Lambuzar-me de mel
Encher-me de feitiços
Pode entrar
Que na solidão só sei chorar
Entra e ocupa todos os espaços
Desse meu pobre coração.

Bárbara Perez

Um comentário:

  1. Ô Barbara!
    Li seu poema
    E posso te dizer,
    Quse chorei, meus olhos estão
    cheios. Fez-me lembrar de um coisa.
    Um desejo, uma vontade louca de entrar
    no coração de uma paixão.
    Muito lindo!
    Mas o convite,
    é poema...
    beijos e,
    parabéns!

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